Os funcionários do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma, aprovaram um indicativo de greve após incertezas envolvendo o pagamento de salários, verbas rescisórias e demais direitos trabalhistas diante da troca de gestão da unidade hospitalar. A decisão foi tomada durante assembleia geral extraordinária realizada nesta segunda-feira, dia 25.
O contrato do IDEAS (Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde), atual responsável pela administração do hospital, se encerra no próximo dia 31 de maio. Com isso, os trabalhadores cobram garantias sobre o pagamento das rescisões e pendências antes da transição para a nova gestora vencedora da licitação do Governo do Estado.
Durante a assembleia, os funcionários aprovaram que, caso o salário referente ao mês de maio não seja pago até às 12h de sexta-feira, dia 29, uma greve geral será iniciada às 13h do mesmo dia.
“O trabalhador não pode ser penalizado por uma troca de gestão sem garantias. O que queremos é segurança sobre salários, rescisões e continuidade dos empregos”, afirmou Cléber Cândido, presidente do sindicato da categoria.
Segundo os trabalhadores, a resposta encaminhada pelo IDEAS ao sindicato não apresentou garantias concretas sobre o pagamento das verbas rescisórias nem sobre a regularização das pendências trabalhistas, aumentando a apreensão entre os profissionais da saúde.
Além da possibilidade de paralisação, os trabalhadores também aprovaram que o sindicato poderá ingressar com ação coletiva na Justiça para buscar o bloqueio de valores relacionados a saldo salarial, FGTS, seguro-desemprego e demais direitos trabalhistas caso os pagamentos não sejam efetuados.
Outro encaminhamento aprovado foi o pedido de uma reunião com o Governo do Estado e com a nova empresa que assumirá a gestão do hospital, buscando garantir a contratação dos funcionários que desejarem permanecer na unidade, com estabilidade mínima de seis meses.
O clima entre os trabalhadores é de preocupação diante da indefinição sobre o futuro dos empregos e dos serviços prestados pelo hospital. Caso não haja avanço nas negociações até sexta-feira, a greve poderá impactar diretamente o funcionamento da unidade nos próximos dias.




