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Cuidados com idosos devem ser redobrados neste verão

No verão todos nós somos impactados pela elevação da temperatura, no entanto, as pessoas acima de 65 anos sofrem mais e têm os riscos com problemas de saúde elevados. Os sintomas mais comuns nesta época do ano, são a desidratação e a hipertermia que é o aumento da temperatura corporal (acima de 37ºC) devido ao calor externo e eles podem levar a outras complicações graves. Segundo a Sociedade…

Redação Foco Popular23/01/2023, 17:422 min de leitura
Cuidados com idosos devem ser redobrados neste verão

No verão todos nós somos impactados pela elevação da temperatura, no entanto, as pessoas acima de 65 anos sofrem mais e têm os riscos com problemas de saúde elevados. Os sintomas mais comuns nesta época do ano, são a desidratação e a hipertermia que é o aumento da temperatura corporal (acima de 37ºC) devido ao calor externo e eles podem levar a outras complicações graves.

Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, entre os sinais de que o corpo está desidratado estão lábios e língua secos e redução da quantidade de urina. Também podem ser observadas alterações como confusão mental, dor de cabeça, tonturas, fadiga e mal-estar. De acordo com a entidade, sintomas de alerta para hipertermia, também conhecida como insolação, são contraturas musculares, náuseas, vômitos, dor de cabeça, fraqueza, tonturas e até mesmo convulsões. “Com o envelhecimento, a composição corpórea é alterada, mantendo apenas 40% de água no corpo. Devido isso, pessoas com mais idade possuem maior dificuldade em manter a temperatura corporal”, explica o geriatra Alvaro Barcelos Jr.

De acordo com o especialista essa dificuldade natural de se adaptar ao calor traz diversas consequências que podem ser evitadas com alguns cuidados. “Uma das complicações decorrentes do calor é a pressão cair repentinamente, o que aumenta o risco de quedas e traumas, que podem ser muito sérios em idosos”, destaca. Entre as ações preventivas, segundo o médico estão: tomar água e sucos pelo menos um litro por dia e alimentação leve. “A atenção deve ser redobrada com os alimentos que podem estragar rapidamente e levar a uma intoxicação alimentar, com diarreia e vômitos que pioram o quadro de desidratação. É uma época bem delicada, principalmente pela questão das férias. Muitas vezes a família viaja e o idoso não quer ir, então é preciso estar atento”, salienta Barcelos Jr.

Aos idosos que têm o hábito de fazer atividades ao ar livre a recomendação do geriatra é optar pelos horários com temperatura mais amenas, usar protetor solar e bonés.

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